Todo em Pânico - Foto: Divulgação/Paramount Pictures
O novo Todo Mundo em Pânico finalmente está entre nós. Novamente roteirizado e dirigido pelos lendários irmãos Wayans, o longa acerta no tom ao entregar um humor escrachado, boas referências e uma sátira “levemente” tóxica aos filmes de terror da atualidade.
Enredo
Sem muitos rodeios, o filme já abre parodiando uma das cenas mais marcantes de Pânico VI. Em vez do tradicional ataque do Ghostface, o assassino acaba sendo surpreendido por um grupo de nova-iorquinos, em uma sequência tão absurda quanto divertida. Após sua morte, a trama corta para a casa de uma das protagonistas, e é aí que surge uma das sátiras mais inteligentes do roteiro.
A personagem claramente inspirada em Jenna Ortega mistura características de Tara Carpenter com a famosa Wandinha. Aqui, ela é chamada de “Waldinha”, em uma brincadeira que funciona muito bem e rende algumas das melhores piadas do primeiro ato.
Mais uma vez, o Ghostface assume o papel de principal vilão, enquanto as maiores referências vêm de Pânico 5 e Pânico VI. Há diversas cenas que somente os fãs da franquia irão compreender completamente, além de piadas envolvendo produções como Corra!, A Hora do Mal, Pecadores e outros sucessos ou fracassos do terror recente.
Cultura ‘Woke’ é motivo para piadas
A comédia de Todo Mundo em Pânico não tenta ser contida. O filme brinca com temas leves e também com assuntos extremamente delicados, daqueles que normalmente evitamos transformar em piada. O roteiro é ousado e demonstra pouca preocupação com possíveis cancelamentos. O filme não esconde sua intenção de satirizar a cultura ‘woke’, transformando discussões modernas sobre comportamento, representatividade e cancelamento em combustível para diversas de suas piadas, especialmente através de uma nova personagem que reúne praticamente todos os estereótipos associados ao adolescente militante das redes sociais.
Todo Mundo Em Pânico 2026
No entanto, o maior acerto do longa é entender exatamente para quem ele foi feito. Todo Mundo em Pânico é uma verdadeira carta de amor para quem cresceu assistindo aos filmes clássicos da franquia. E quando falamos em clássicos, estamos nos referindo principalmente aos quatro primeiros capítulos. O quinto filme sequer é mencionado, e algumas piadas fazem questão de brincar justamente com decisões de elenco e bastidores das continuações anteriores.
Além disso, o longa reserva participações especiais que certamente farão os olhos dos fãs brilharem. São momentos que reforçam o caráter nostálgico da produção e ajudam a transformar a experiência em uma divertida reunião com velhos amigos.
Todo Mundo em Pânico: Seria essa a melhor comédia do ano – Carlos Enriki Jornalista | MTb 0099462/SP
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Opa, boa critica