Ela Escolhe Perdoar - Foto: Reprodução/Netflix
O filme “Ela Escolhe Perdoar” conta sobre uma garota chamada Annie Timmons, uma menininha de 9 anos super adorável que tem paralisia Cerebral e sofre bullying em sua classe, além de lidar com conflitos das pessoas sempre a olhando e perguntando sobre sua condição, além de todo o capacitismo do qual ela é vítima, fazendo ela sempre ficar excluída entre todos, porém isso muda quando ela conhece a jovem Jordan, uma garotinha que aceita ser amida de Annie, apesar de qualquer dificuldade.
Porém tudo isso muda quando elas estão prestes a se formar no terceiro ano do Colégio e Jordan precisa decidir entre tentar ser uma líder de torcida que é seu sonho, ou manter a amizade com Annie, que faz com que os outros se afastem dela, porém uma terrivel tragédia pode fazer com que as duas se unam novamente.
Ela Escolhe Perdoar, é aquele filme que começa simples, com algumas rasteiras nos primeiros minutos, parecendo ser mais um daqueles longas “bonitinhos” de sessão da tarde, mas o longa surpreende ao trazer um tópico muito mais forte do que o Bullying.
Ela Escolher Perdoar tem bases cristãs
Dirigido por Rob Diamond aposta em um longa que se apoia em bases cristãs, tendo como uma excelente inspiração ao falar de perdão, recomeços e amor. O tema de bullying retratado no filme é duro, reconhecível e até hoje é pouco explorado no cinema, porém somente com isso o filme não iria se sustentar por só, por isso ele traz dramas familiares e outros conflitos, porém resolve tudo da maneira mais fácil possível.
Ela Escolhe Perdoar coloca Annie no centro de uma realidade dura, onde qualquer característica que fuja do padrão pode servir de motivo para julgamentos e exclusão. O filme trata o bullying como um problema contínuo, capaz de desgastar emocionalmente suas vítimas aos poucos, em vez de retratá-lo apenas como um conflito pontual ou uma situação passageira.
A narrativa mostra que a violência nem sempre acontece por meio de insultos ou confrontos diretos. Muitas vezes, ela aparece em atitudes aparentemente pequenas, como ignorar alguém, espalhar rumores ou afastar uma pessoa do convívio social. Esse aspecto torna a história mais próxima da realidade e ajuda a compreender o impacto dessas ações no dia a dia.
Outro ponto interessante é que o roteiro evita simplificar a questão ao criar um único responsável por todo o sofrimento da protagonista. O comportamento coletivo, a busca por aprovação e a falta de coragem para se posicionar diante das injustiças também têm peso na construção desse ambiente hostil. Dessa forma, o filme convida o público a refletir não apenas sobre quem pratica o bullying, mas também sobre aqueles que escolhem permanecer em silêncio.
Contudo, o filme é simples e tras bons ensinamentos, porém o roteiro facilita em muita coisa para que tudo termine bem, o que não é um problema, mas só reforça o fato de que este longa veio apenas para ensinar e tocar em assuntos sensíveis.
Ela Escolhe Perdoar: interessante, porém fraco – Carlos Enriki Jornalista | MTb 0099462/SP
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