A Morte de Robin Hood - Foto: Reprodução
Desde que A Morte de Robin Hood foi anunciado, a principal dúvida era se Hugh Jackman conseguiria reinventar um personagem tão conhecido do cinema. Após as primeiras críticas, a resposta parece clara: dificilmente outro ator teria transmitido o mesmo peso dramático.
Longe da imagem clássica do herói aventureiro, o filme apresenta um Robin Hood envelhecido, marcado pela violência e assombrado pelas escolhas que fez ao longo da vida. É justamente nesse tipo de personagem que Jackman costuma brilhar.
Quem acompanhou sua “despedida” como Wolverine em Logan reconhece traços semelhantes aqui: um homem cansado, vulnerável e em busca de redenção. O ator consegue equilibrar força e fragilidade de forma natural, tornando crível um Robin Hood que já não luta por glória, mas por paz.
Apesar das belas paisagens, da fotografia impecável e da direção cuidadosa de Michael Sarnoski, o filme aposta em um ritmo bastante contemplativo. A proposta é desromantizar a lenda e apresentar uma história mais humana e intimista, focando nos sentimentos e no peso da passagem do tempo. Essa abordagem funciona em diversos momentos, mas também pode tornar a experiência um pouco lenta para quem espera um Robin Hood mais aventureiro.
A Morte de Robin Hood impressiona com cenários
Visualmente, A Morte de Robin Hood impressiona com cenários naturais, uma paleta de cores em tons terrosos e uma atmosfera melancólica que acompanha toda a narrativa. Jodie Comer também entrega uma atuação sólida como a abadessa que acolhe Robin em seus momentos finais, ajudando a construir o lado mais sensível da história.
No fim, A Morte de Robin Hood é um filme inteligente, bem produzido e diferente das adaptações tradicionais do personagem. Ainda que sua melancolia seja, em alguns momentos, excessiva e deixe a narrativa um pouco monótona, a produção acerta ao oferecer uma visão madura sobre o fim de uma lenda. E, acima de tudo, reforça uma certeza: se a intenção era mostrar um Robin Hood envelhecido e em busca de paz, Hugh Jackman era, provavelmente, a melhor escolha para viver esse momento.
A Morte de Robin Hood: Hugh Jackman mostra que é o único que poderia interpretar esta visão de Robin Hood – Carlos Enriki Jornalista | MTb 0099462/SP
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